terça-feira, 23 de março de 2010



O tempo e o hábito levam muitas vezes a aceitar como verdades eternas certas proposições científicas, ou seja, acabou a época da “achologia”. O espírito de pesquisa deve tornar-nos vigilantes em relação a estas “coisas” estabelecidas, permitindo-nos a contestá-las quando contradizem a lógica.

A fisioterapia tem atuado nas lesões tendíneas primeiramente com medidas preventivas das lesões atribuídas pela técnica inadequada de treinamento, material incorreto, periodização dos treinamentos, além de calçados inadequados e hábitos esportivos, mas, principalmente, os trabalhos preventivos da fisioterapia são direcionados ao desequilíbrio muscular e também as respostas sensório motoras, afetadas por qualquer lesão esportiva.

O tratamento fisioterápico das lesões tendíneas baseia-se na atuação dos meios físicos, como calor, frio e correntes elétricas, com objetivo de amenizar quadros inflamatórios decorrentes de lesões agudas sendo elas traumáticas ou por sobrecarga.

A aplicação do L.A.S.E.R. tem sido bastante difundida em nosso meio, principalmente pela sua eficácia na ação aguda das tendinites, atuando no reparo tecidual. O ULTRA SOM talvez seja a técnica fisioterápica mais utilizada nos tratamentos das tendinites, em virtude dos resultados fisiológicos que são proporcionados, ou seja, a vasodilatção pré capilar causada pelo efeito de cavitação eliminando algumas substâncias inflamatória e consequentemente a diminuição do quadro inflamatório dos tendões e também a aumento da síntese do colágeno.

Outro benefício que o ultra som pode trazer é através da fonoforese que consiste no uso tópico de antinflamatório em forma de cremes ou pomadas associado ao ultra som com efeitos bastante satisfatórios. As correntes analgésicas como o TENS, vem como um tratamento de dor que é singular, pois exerce sua função analgésica ativando mecanismos de controle internos do sistema nervoso.

Portanto não é de se surpreender que TENS se tornou um método para tratamento amplamente utilizado nas síndromes de dor. Após um estudo mais prolongado e controle de placebos se tornou óbvio que o tratamento TENS não era uma panacéia, e que seu efeito analgésico frequentemente declinava rapidamente com o tempo.

A iontoforese é a associação de medicamentos com a corrente terapêutica, também um excelente coadjuvante nos tratamentos das tendinites. Os exercícios de fortalecimento visam o reequilíbrio muscular e principalmente a tolerância dos músculos ao esforços, preparando-os para a atividade a ser exercida e assim propiciar a resistência à fadiga, acompanhado dos alongamentos das musculaturas envolvidas, e finalizando com os trabalhos proprioceptivos que caracterizam-se pelo gesto esportivo realizado repetitivamente até que a resposta aferente dos mecanorreceptores localizados nos tendões, informem o posicionamento do membro no ato do golpe trazendo a estabilidade apropriada para este momento.

Não esquecendo da atuação da crioterapia nas tendinites, o gelo é um parceiro constante dos atletas e esportistas em geral, pois amenizam intercorrências da sobrecarga de treinamentos e lesões traumáticas, mas não podemos deixar de registrar que o maior efeito da aplicação de gelo, é o efeito reativo do mesmo, ou seja, a vasodilatação reflexa onde teremos como objetivo a eliminação de substâncias inflamatórias.

Atualmente, a participação efetiva do fisioterapeuta nas competições esportivas traz o benefício da atuação mutidisciplinar em prol do esporte, tendo em vista que condutas fisioterápicas no pronto atendimento minimizam as consequências desastrosas de uma lesão e, consequentemente, prolongando a carreira de um atleta que tem sua iniciação de maneira tão precoce.

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